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Novo ensaio - DETECÇÃO DO VÍRUS INFLUENZA TIPO A

17.
JUN. 2015

A influenza suína (SI) é uma doença respiratória aguda altamente contagiosa causada pelo vírus influenza A (IAV), membro da família Orthomyxoviridae, que afeta suínos e outras espécies, incluindo humanos. O vírus influenza possui um genoma composto por RNA (ácido ribonucleico), segmentado, sendo classificado em subtipos virais de acordo com as propriedades antigênicas das glicoproteínas de superfície hemaglutinina (HA) e neuraminidase (NA). Já foram identificados 17 HAs e 10 NAs e os subtipos virais H1N1, H1N2 e H3N2 são considerados endêmicos em suínos. Quando o vírus influenza é introduzido pela primeira vez em um rebanho, a doença ocorre de forma epidêmica, a qual é caracterizada pelo aparecimento súbito, acometendo um elevado número de suínos (até 100% dos animais) de várias faixas etárias. Uma vez estabelecida na granja, a influenza ocorre de forma endêmica, acometendo geralmente suínos na fase de creche em rebanhos não vacinados.

O vírus influenza replica no epitélio respiratório, sendo excretado nas secreções nasais dentro das 24 horas após a infecção (pi). A excreção viral diminui cerca de 6 a 8 dias pi. O período de incubação do IAV é de cerca de 24-48 horas e os principais sinais clínicos observados são febre (temperatura retal > 40ºC), dispneia, prostração, tosse e secreção nasal. Com o objetivo de auxiliar no diagnóstico da influenza em suínos, foi padronizado um ensaio de RT-PCR em tempo real visando detectar o gene que codifica a proteína da matriz (M) do vírus influenza A em amostras de secreção nasal ou pulmão, indicando infecção recente pelo vírus influenza A. Experimentalmente, o ácido nucleico viral (RNA) pode ser detectado por RT-PCR em tecido pulmonar ou amostras de secreção nasal infectados pelo vírus por até 11 dpi, demonstrando assim a importância de coletar amostras de suínos durante a fase aguda da doença, caracterizada pela ocorrência de febre.

A colheita de material para exames moleculares para detecção do IAV deve ser realizada de forma criteriosa, uma vez que, por ser um vírus RNA, degrada com facilidade, interferindo diretamente na sensibilidade da técnica de RT-qPCR. Assim, alguns cuidados básicos devem ser observados, tais como: utilização de luvas de procedimento sem talco e tesoura e pinça limpas e flambadas. Devem ser colhidos fragmentos do tecido pulmonar lesionado (contendo brônquios e bronquíolos) de tamanho adequado (aproximadamente 5x5 cm).

Para favorecer uma melhor conservação, na colheita de secreção nasal devem ser utilizados suabes sintéticos (dracon ou rayon) com aproximadamente 15cm de comprimento, nunca utilizar suabes de algodão ou alginatados, pois estes inativam os vírus influenza. Após a colheita das amostras de secreção nasal, os suabes devem ser armazenados em meio de transporte de vírus (meio de cultura ou solução salina de fosfatos – PBS suplementado com antibióticos, antimicóticos e albumina sérica bovina fração V; OIE 2010). Como alternativa pode ser utilizado como meio de transporte apenas solução salina (pH: 6,00). As amostras devem ser transportadas exclusivamente de forma refrigerada, nunca congeladas; o tempo entre a colheita do material e a entrada ao laboratório deve ser de no máximo 48 horas, sendo o ideal 24 horas; Para maiores informações sobre o diagnóstico da influenza suína, um material técnico foi desenvolvido pela equipe de pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves e está disponível para a consulta (Rejane Schaefer, Raquel R. Rech, Marcia C. Silva, Danielle Gava e Janice R. Ciacci-Zanella. 2013. Orientações para o diagnóstico de influenza em suínos. Pesquisa Veterinária Brasileira. 33(1): 61-73.

Fonte: interna